Faculdade de Economia · Universidade de Coimbra
(via Microsoft Copilot)
Este projeto analisa em que medida as respostas do Microsoft Copilot se alinham com diferentes escolas de pensamento económico. Foi desenvolvido um questionário composto por 18 afirmações, apresentadas em escala de Likert de 1 a 5, que cobre cinco dimensões fundamentais: papel do Estado na economia, política monetária, rigidez de preços e salários, formação de expectativas e autorregulação dos mercados.
O questionário foi aplicado ao Copilot em cinco contextos socioeconómicos distintos: trabalhador independente em economia periférica, economista sénior do Banco Central Europeu, diretora de ONG na África Subsaariana, CFO de multinacional tecnológica e ausência de contexto. O objetivo consistiu em perceber se, e de que forma, o enquadramento fornecido influencia o posicionamento económico gerado pelo modelo.
Contextos aplicados
Cinco tradições de pensamento que estruturam o questionário e orientam a leitura das respostas. Clica em cada escola para saberes mais.
Responde às 18 afirmações e descobre com que escola de pensamento económico te identificas mais. Para cada afirmação, indica o teu grau de concordância numa escala de 1 a 5.
O Estado deve intervir ativamente na economia para estabilizar flutuações económicas e reduzir o desemprego.
Na fase de validação do instrumento, o questionário foi aplicado aos modelos GPT-4o e Gemini em três runs por contexto. Concluída essa fase, foi aplicado ao Microsoft Copilot em cinco runs por contexto. Os três modelos apresentaram tendências relativamente próximas em alguns contextos, com alinhamento frequente com posições associadas aos Novos Keynesianos. Verificaram-se, no entanto, diferenças relevantes entre modelos, sobretudo em contextos específicos.
C1: Trabalhador Independente, C2: Economista do BCE, C3: Diretora de ONG, C4: CFO Tecnológico, C5: Sem contexto.
O Microsoft Copilot apresenta, de forma sistemática e transversal a todos os contextos analisados, uma tendência dominante de alinhamento com a escola dos Novos Keynesianos. Esta tendência não é exclusiva de um enquadramento particular, mantendo-se consistentemente como a escola com maior pontuação em todos os cenários testados, ainda que o score varie em função do contexto, entre 33,3% em C5 e 66,1% em C3. A ausência total de alinhamento com a escola Monetarista, com score nulo em todos os contextos, constitui igualmente um resultado com relevância interpretativa.
O contexto C3 (Diretora de ONG na África Subsaariana) produziu a maior intensidade de alinhamento com posições keynesianas, enquanto o contexto C5 (sem enquadramento prévio) originou os scores mais baixos em todas as escolas, sugerindo que o Copilot assume posições mais moderadas na ausência de um estímulo contextual definido.